Atravessando a melancolia do final de ano
- Psicóloga Giselle Nanci Vitoriano Zanirato | CRP14/07467-2

- 20 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
No texto Fim de ano: por que nos sentimos tristes quando deveríamos estar felizes falei sobre como essa época do ano pode ser delicada para algumas pessoas e inclusive nos colocar em uma espiral de culpa, arrependimentos, tristeza e mais culpa por muitas vezes não conseguirmos performar uma felicidade espontânea. Estes sentimentos não são incomuns, mas podemos passar por esses momentos de um jeito diferente e aqui eu espero te auxiliar para você descobrir a sua melhor forma de enfrentar.

Permita-se sentir
Não existe emoção errada, feia ou inadequada. Se dezembro trouxe tristeza, acolha. Se o Natal desperta saudade, se deixe sentir. Se o fim de ano traz ansiedade, compreenda.
Seus sentimentos são ótimos mensageiros, não seus inimigos. Eles contam sobre suas necessidades, seus valores, suas verdades. Ouça com atenção para poder agir sobre eles, quando for necessário, com cuidado necessário.
Crie seus próprios rituais, não precisa viver repetindo coisas que não fazem sentido para você
Está tudo bem se você:
Simplificar as celebrações
Escolher seus compromissos
Escolher com quem e como passar as datas
Criar novos rituais que acolham quem você é
Fazer retrospectivas honestas e completas
Dar espaço para o seu Modo Criança Feliz poder se alegrar, dividir e se divertir com as pessoas que você ama e te querem bem
Pedir pizza ou fazer uma ceia tradicional ou qualquer oura coisa
Usar roupas e sapatos confortáveis
Se a tradição te cativa, não há problema nenhum. Não estamos falando de mudarmos para uma ilha e fugir das diferenças. Mas se te causa algum desconforto, saiba que limites podem ser expressões de cuidado - por você e pelos outros. Esses podem ser alguns exemplos:
"Não me sinto bem em falar sobre esse assunto"
"Essa pergunta me machuca, podemos mudar?"
"Obrigada pela preocupação, mas estou certa sobre minhas decisões"
"Obrigada pelo convite, mas tenho outros planos"
"Não quero. Não gosto. Porque não"
Se ausentar se precisar de um espaço, de silêncio, de calma
Existir sem performar alegria. E lembrar que se os outros se incomodam com isso, não é sua função resolver. Só você sabe dos seus motivos.
Construa sua rede de apoio real
Apoio verdadeiro pode vir de muitos lugares, muitas vezes, ele vem de fora da família:
A amiga que entende seu silêncio
O grupo que compartilha experiências similares
A profissional que oferece espaço seguro
O seu bichinho de estimação que oferece presença e amor sem cobranças
Você mesma, sendo sua própria melhor companhia
O amigo que mora em outra cidade, mas que está ali dividindo a vida e as conquistas, mesmo que não todos os dias
Repense o conceito de conquista
Tendemos a validar as nossas conquistas de acordo com o que a sociedade espera de nós e assim acabamos por nos distanciar dos nossos propósitos, valores e vitórias reais, ainda mais das cotidianas. Talvez você tenha conseguido:
Mesmo passando por decepções, está conseguindo superar um relacionamento difícil
Se alegrar por alguma premiação pelo seu bom trabalho
Pedir ajuda quando precisou
Ser gentil consigo mesma por mais difícil que seja
Reconhecer seus limites
Escolher descansar quando necessário e não se sentir culpada
Conquistar o seu cantinho
Sobreviver aos dias difíceis
Escrever sua dissertação, mesmo meio ao caos
Seguir o seu tratamento para uma doença difícil
Fazer as pazes com o luto
Estar aqui, lendo isso, procurando caminhos diferentes dos de já conhece para fazer diferente, tomar outros rumos e estar satisfeita com quem você é.
O mundo não precisa saber das suas batalhas invisíveis para elas serem reais.
Se dezembro está pesado, apenas atravesse. Um dia por vez. Uma respiração por vez.
E se precisar de ajuda para atravessar, estou aqui. Sem julgamentos. Sem cobranças. Só acolhimento para o que você está sentindo.
Psicóloga Giselle Nanci Vitoriano Zanirato | 14/07467-2


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